8 de fev de 2013

Lar, doce lar? Corneteira, mulher de Niton adota marcação pesada em casa



Um dos maiores pesadelos dos jogadores de futebol são aqueles torcedores que ficam durante toda a partida no pé dos atletas, xingando, reclamando e cobrando. Na linguagem dos boleiros, eles são os corneteiros.  Ao fim dos jogos, os atletas, se não continuarem concentrados com o time, vão descansar em casa, onde encontram refúgio e ficam longe dos gritos desses torcedores. Mas isso não é para todos. O volante 
Nilton, do Cruzeiro, que o diga. É dentro do próprio lar que ele encontra a torcedora mais corneteira: a mulher, Karin Lopes.

Nilton disputou a última temporada pelo Vasco da Gama e assinou contrato com o Cruzeiro por três temporadas. O volante já admitiu que, em casa, quem manda é a patroa. Ela não dá refresco, acompanha o jogador em todas as partidas e, em casa, aponta minuciosamente todos os erros de Nilton.
Enquanto o volante do Cruzeiro tem como características a marcação forte e a pegada dentro de campo, fora dos gramados é a esposa que faz o estilo linha dura. Apesar de cobrar muito do marido, Karin, que acompanha todos os jogos no campo, reclama da “turma do amendoim”: aquele grupo de torcedores que vai ao estádio só para criticar os jogadores, independentemente se o time está jogando bem ou não.
- A Karin no estádio é complicada (risos). Da mesma forma que eu fico nervosa com a partida, fico brava com os corneteiros, que são os comedores de amendoim. Eles vão lá para comer amendoim e cornetar. Eu sou uma Karin que fica com o fone no ouvido, vendo o jogo, chata, de chegar em casa e ver replay. Eu sou uma torcedora como qualquer outra. Sou Nilton Futebol Clube, eu vou onde ele estiver.
Por outro lado, Nilton não se incomoda com a marcação cerrada da esposa. Na verdade, ele até incentiva. Para o jogador, os conselhos da mulher não perdem para as orientações do treinador do Cruzeiro, Marcelo Oliveira. Karin é a prova que mulher entende de futebol.
- É bom ter essa cobrança, é sadia. Ela quer ver meu bem. É bom ter a visão do treinador (Marcelo Oliveira) e a visão dentro de casa. É importante para ir aperfeiçoando e não repetir os erros. Eu tenho uma esposa que tem uma visão quase que de uma técnica (risos). É gostoso saber que eu tenho uma pessoa que eu sei que posso contar nas horas boas e até nas horas ruins.

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