20 de jun de 2012

Entrevista: Alberto Rodrigues

Alberto Rodrigues Lima (Divinópolis7 de agosto de 1939), também conhecido como "Vibrante", é um narrador esportivo e político mineiro. Trabalha na Rádio Itatiaia de Belo Horizonte, e desde 2004 é membro da Câmara Municipal de Belo Horizonte.


Iniciou a carreira na Rádio Imbiara de Araxá. Passou pela Rádio Minas, de Belo Horizonte, no início da década de 60, e em 1963 se juntou pela primeira vez à Rádio Itatiaia, ficando até 1965 e realizando a primeira transmissão ao vivo do Mineirão. Após 11 anos na Rádio Inconfidência, teve rápida passagem pela Rádio Jornal de Minas antes de voltar à Itatiaia em 1977.

1- Quando candidato a presidência do Cruzeiro, o senhor recebeu muito apoio da torcida celeste. O que tem a dizer sobre esse grande carinho?

Ao longo destes anos, quase 4 décadas, tenho transmitido grandes conquistas do time celeste, como campeonatos mineiros, copas do Brasil, super copas, recopas, libertadores das Américas e outras competições, dando-me a chance e o privilégio de interagir com milhares de torcedores e ouvintes, com uma reciprocidade tremenda de carinho e criticas positivas e até negativas. Como vocês sabem, eu transmito os jogos pela Itatiaia com muito amor e graças a Deus consigo passar a emoção para o torcedor. Acho que daí nasceu um respeito, um amor muito grande entre a minha pessoa e o torcedor celeste. Se fosse pela torcida, estaria eleito Presidente do Cruzeiro, mesmo do outro estar uma pessoa extremamente ética e que também denota muito amor ao Cruzeiro. 


2- O senhor considera como produtiva a tentativa de eleição?

Foi produtiva sim, a nossa candidatura movimentou muito na época o nosso clube, numa demonstração de democracia, valorizando em muito a vitória do DR. Gilvan.

3- Acha que a atual administração celeste (Gilvan de Pinho) vem conseguindo fazer um bom trabalho à frente do clube?


Nós sabemos perfeitamente, por algumas circunstâncias, que o Cruzeiro não passa por uma situação financeira boa, daí, acho que o Presidente Gilvan está se virando como pode para tentar manter os bons no elenco e trazendo outros para compor. A manutenção do Montillo, por exemplo, foi excelente.


4- Como o senhor concilia política e futebol?

Acho que estou conseguindo conciliar futebol com política. O futebol eu já acompanho há muitas décadas, como ouvinte, torcedor e jornalista. Mas sempre gostei de política, puxei o meu pai, já falecido que era um udenista ferrenho e eu o acompanhava nos seus comentários sobre política. Mas a partir de 92 que entrei na política como candidato, incentivado por alguns amigos e ouvintes, como o Zezé Perrela, o atual presidente do PV Estadual Ronaldo Vasconcelos. Acho que o político consciente dos seus deveres pode prestar um bom serviço á comunidade e a cidade e eu tenho me esforçado para tanto, fazendo o meu trabalho de formiguinha, atendendo demandas de BH toda, independente de cor partidária. 


5- Recentemente o Cruzeiro dispensou 5 jogadores do atual elenco (Bobô, Cribari, Fábio Lopes, Marcos e Rudnei). O senhor acha que faltou algum nome na lista? Defende a permanencia de algum?


As dispensas foram necessárias, pois os jogadores citados não corresponderam e foram contratados sem muito critério, outros podem sair, mas acho que o Cruzeiro tem que aproveitar em seu elenco, jogadores advindos da base, mesclando as idades. Acho que no momento o menino Elber não está sendo aproveitado e mesmo com o time capengando ano passado, mostrou que tem futuro.


6- Com o Celso Roth no comando da equipe, pode-se perceber uma grande evolução de todo o elenco. Acha que faltava confiança dentre os jogadores quando o Vagner Mancini ainda estava no comando? 


O Celso Roth é um técnico experiente, as vezes turrão, mas tem o elenco sob o seu comando. Imensamente trabalhador, conheço de tática e técnica, disciplinador e que apesar do Cruzeiro não ter um plantel de primeira qualidade, ele sabe tirar de cada um, a qualidade necessária para formar um time. É o que vem acontecendo.


7- Algum recado para a torcida celeste, e para os leitores do blog?


Pelo que eu tenho conversado com a diretoria celeste, pode ser que este ano não tenhamos um titulo nacional, como por exemplo o brasileiro. Há sérias dificuldades financeiras e por isso o clube fica privado de fazer grandes contratações. Mas com o trabalho que está sendo feito, sério, o clube pode surpreender, ainda mais que hoje, indubitavelmente, a maior torcida de minas é a china azul.


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É com um imenso prazer que quero agradecer ao Sr. Alberto Rodrigues por esta oportunidade que me foi proporcionada!